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Um dos mais tradicionais terreiros de candomblé do país, conhecido também pelo trabalho social, ganhará uma estrutura construída pela Prefeitura para atendimento dos moradores do entorno. O Centro Comunitário Mãe Carmen do Gantois, localizado no Terreiro do Gantois, teve a ordem de serviço para início das obras assinada pelo prefeito ACM Neto na noite desta terça-feira (20), na Rua Alto do Gantois (Federação). A ação faz parte da programação comemorativa pelos 469 anos de Salvador, a serem completados no próximo dia 29.

Com investimento de R$713.261,33 e obras a serem concluídas em seis meses, o equipamento será construído por meio da Superintendência de Obras Públicas (Sucop). O centro comunitário, que leva o mesmo nome da ialorixá do templo religioso, foi projetado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF). “Esta noite é especial pela realização de um sonho, o do início das obras deste centro que terá integração com a comunidade e promoverá assistência aos que mais precisam. É uma perspectiva de valorização da vida. O que se faz com muito amor, nesta casa, é levar esperança para a vida das pessoas. Além disso, tem o investimento no aspecto cultural, valorizando o patrimônio existente na Bahia e que a torna diferente do resto do mundo”, afirmou o prefeito.

Filha de Mãe Carmen e iyakekerê do Terreiro do Gantois, Mãe Ângela Ferreira ressalta que a construção do centro comunitário vai possibilitar a ampliação das atividades. “Essa construção reflete um sonho antigo que vem sendo construído ao longo desses anos. Com isso, teremos oportunidade de oferecer muito mais àqueles que nos cercam. Felizmente, há pessoas que valorizam a nossa religião e respeita a nossa comunidade”, pontuou. 

Estrutura

O Centro Comunitário Mãe Carmen do Gantois terá um salão com capacidade para 50 pessoas no primeiro andar, uma sala para cursos e um consultório médico. O salão contará com divisórias, que poderão ser instaladas ou removidas conforme a necessidade de ampliação de espaço para eventos. Também faz parte do projeto uma sala para percussão e leitura.

Serão implantados sistema elétrico, telefônico, de esgoto e águas pluviais, equipamentos de segurança contra incêndio e paisagismo. Com a construção do centro, a Prefeitura espera criar um espaço em condições de abrigar a prática de atividades coletivas em harmonia com os trabalhos já desenvolvidos. Ao todo, 70% das ações do terreiro são voltadas para a comunidade, a exemplo do treino de capoeira, distribuição de 300 cestas básicas por mês e aulas sobre a musicalidade do candomblé.

História

O Terreiro do Gantois é considerado área de proteção cultural e paisagística pela Prefeitura desde 1985 e tombado pelo Iphan desde 2002. O nome oficial é Ilé Íyá Omi Àse Ìyamase, mas é conhecido popularmente como Gantois. A casa sagrada foi fundada em 1849 pela africana Maria Júlia da Conceição Nazareth, constituindo-se num notável santuário que mantém os costumes e os legados milenares dos povos Iorubá (Abeokutá).

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